terça-feira, 30 de junho de 2009
Michael Joseph Jackson [29/08/1958 - 25/06/2009]
Durante toda a minha vida acompanhei seu trabalho, sua carreira, seu sucesso, sua luta. Estive contigo em todos os momentos, celebrei suas vitórias, sofri suas derrotas. Sorri os seus sorrisos e chorei as suas lágrimas.
Tornei-me sua fã ainda muito pequena, logo que tomei conhecimento da sua existência. E ali, naquele momento, de uma forma louca e mágica, minha vida se misturou com a sua. Desde aquela época eu tinha a sensação de te conhecer e parecia certo que um dia nos encontraríamos. Era como se nossas vidas estivessem de alguma forma ligadas, por mais impossível que isso parecesse.
Por isso, Michael, posso dizer que você também sempre esteve comigo. Esteve no meu coração, nos meus pensamentos, nos meus sonhos. Fez parte da minha alma e da minha vida. Me fez feliz, mesmo sem saber, com suas músicas, suas danças, sua arte... ou apenas com sua existência.
Você não foi apenas um ídolo, você foi um exemplo. Sempre te vi como um ser humano maravilhoso, dono de um coração puro e cheio de bondade. Uma pessoa forte, corajosa, batalhadora. Alguém que ousava sonhar e ser quem era. Alguém que me ensinou muito.
E durante esses 24 ou 25 anos, foram tantos os sentimentos... e minha vida acabou pautada pela sua... e você se tornou muito mais do que um ídolo. Você foi para mim algo como um amigo distante, de quem eu nunca tinha notícias, mas a quem eu amava, respeitava, admirava. E, apesar de me dizerem que era “coisa de adolescente”, tudo isso só se fortaleceu com tempo.
E então chegou o dia de pensar a minha vida sem você.... E eu não tenho palavras para descrever a dor de te perder. O vazio que invade o meu coração, a dormência na minha alma. A vida perde um pouco do sentido sem você...
A ferida é profunda e a dor beira o insuportável... Mas você me ensinou a ser forte, a erguer a cabeça e enfrentar os desafios e, portanto, prometo lutar e seguir em frente. Prometo honrar o seu nome e o seu legado, manter sua arte viva através da história e perpetuar suas lições de amor.
Sou sua fã para sempre e para sempre te amo.
Agora, querido, descanse em paz. Deus te abençoe e te guarde. Um mundo de luz te espera e você há de encontrar o amor que tanto buscou.
E, quando se sentir só entre as nuvens, não esqueça de olhar para baixo... Os dias, meses e anos podem passar, mas estarei sempre com você.
Te amo!
sábado, 13 de junho de 2009
13 de Junho
Há exatamente quatro anos, Michael Jackson era inocentado das mais terríveis acusações que já sofrera. Depois de um longo e doloroso processo, de humilhações públicas e problemas de saúde, o pesadelo chegava ao fim.
O veredito não marcou apenas o final de um julgamento sem propósito, mas encerrou uma fase na vida de Michael. Ao longo dos anos, a má orientação de seus assessores somada à pressão de ser o maior astro vivo, fizeram com que Michael cometesse vários erros. Infelizmente, é preciso admitir que o seu maior pesadelo foi resultado de um caminho que ele mesmo trilhou.
Mas Michael foi inocentado e pôde respirar em paz. Finalmente confrontado com a dura realidade do mundo, ele pôde repensar sua vida.
Lembrando daquele 13 de junho, fica bastante óbvio que o processo de mudança foi doloroso. Michael deixou a corte com um ar cansado e, porque não dizer, derrotado. Acredito que ali, naquele momento, ele se deu conta de que, para acordar de vez deste pesadelo, ele teria que mudar.
O tempo passou e Michael continuava a aparecer triste e magoado nas fotos. Mas uma tranformação era visível, mesmo que discreta e gradual.
Michael tomou o tempo que precisou. Não forçou a barra, não se antecipou, não meteu os pés pelas mãos como fez antes, em algumas ocasiões. Ele esperou a ferida cicatrizar para ir novamente à luta.
Então, quatro anos depois, um Michael forte e maduro aparece e anuncia ao mundo uma série de shows. O mundo pára pra ver o tão esperado anúncio ser transmitido internacionalmente. O mundo compra os ingressos para os shows, esgotando-os em dois dias.
Hoje, quatro anos depois do veredito, Michael renasce. Uma nova pessoa, uma nova vida, uma nova história.Um recomeço celebrado inclusive por aqueles que tentaram destruí-lo.
Hoje, Michael apaga as dores e fracassos de seu passado e reescreve sua história, reafirmando seu sucesso e retomando o posto que sempre foi seu: Rei do Pop.
E, para os descrentes, o maior gênio vivo hoje ainda tem uma bonita lição: com fé, coragem e força, é possível chegar aonde nem imaginávamos.
Não importa o que aconteça, não importa o quanto tentem machucá-lo, o quanto tentem derrubá-lo. Michael sempre vai levantar, erguer a cabeça e, com o orgulho de quem tem consciência da realidade, vai retomar seu caminho de onde parou. Porque ele é indestrutível.
domingo, 31 de maio de 2009
O Problema do Twitter
Mas, um dia, me dei conta de que o blog não era suficiente. Às vezes, eu só tinha vontade de dizer uma frase. Às vezes, eu queria ser super informal ou até mal educada mesmo. Às vezes eu não queria escrever um texto legal, com uma lição de vida ou um pensamento bonito. Queria apenas escrever uma besteira qualquer que estivesse passando pela minha cabeça no momento.
Foi aí que descobri o Twitter. Perfeito para textos curtos, de uma ou duas frases. E resolvi criar um espaço informal, para escrever qualquer coisa. E, no começo, foi muito divertido. Não dava vontade de parar de escrever todos os pensamentos que me ocorriam. Tive que me controlar.
Mas aí o Twitter tem aquela história de “seguir” e eu só tenho duas pessoas me seguindo, que são parte da família e isso não tem tanta graça. Queria mais amigos me seguindo e me deparei com uma oportunidade. Como boa fã do Michael Jackson que sou, freqüento um fórum de discussão internacional sobre ele. E ali alguém criou um tópico para que trocássemos contatos, inclusive Twitter. Me empolguei.
Saí procurando a galera e adicionando todo mundo. Estou seguindo umas dez pessoas agora. Já estava ficando super feliz quando me deparei com um pequeno problema: eles falam inglês!
Primeiro, resolvi postar apenas algumas coisas em inglês. Depois, tive a ideia de fazer postagens duplas, sendo uma em português e outra em inglês. E então me dei conta de que isso seria bem chato, até porque a segunda postagem, traduzida, não seria tão honesta quanto a primeira. Enquanto refletia sobre a questão, cheguei a considerar cancelar minha conta no Twitter.
Hoje cedo eu resolvi que ia postar em inglês só quando me desse vontade. Mas agora à noite, olhando para o meu perfil, tomei a decisão final: apaguei os antigos posts em inglês e, de agora em diante, só posto em inglês se for pra falar especificamente com alguém. Fora isso, é português! Fica decidido assim. Pelo menos, até eu mudar de ideia outra vez...
E, enquanto isso, vou testando trezentas combinações de cores para criar a identidade visual do meu Twitter. Já estou na quarta versão e algo me diz que a coisa ainda não acabou. Não é à toa que, assim como este blog, o endereço dele é euachoquejasei...
sexta-feira, 29 de maio de 2009
(Re)Conhecendo Velhos Amigos
Esta outra amiga, com quem também mantenho contato até hoje, estava convidando dois amigos do colégio, com quem eu havia perdido contato há muito tempo. Um deles havia sido um amigo muito próximo, mas a vida acabou nos separando e nunca mais nos falamos.
Achei a ideia toda muito divertida e resolvi ir. Conversamos muito, bebemos, rimos, nos divertimos. Algumas das meninas se consultaram com os “especialistas esotéricos”. Eu preferi não arriscar. Mas, enfim, foi uma noite e tanto! Em plena segunda-feira!
O tempo passou e recebi um e-mail dessa galera, querendo marcar um encontro de ex-alunos do colégio, reunir todo mundo, relembrar os velhos tempos. A coisa começou meio tímida, muita gente mal se conhecia e outros nem lembravam dos antigos colegas. Mas o encontro foi marcado e lá fui eu...
Marcamos num barzinho e eu cheguei lá toda tímida, achando que ninguém ia lembrar de mim. Pois é, nos tempos do colégio eu era praticamente uma planta, não falava com quase ninguém, não saía com a galera, ficava mais com a minha panelinha e olhe lá. E, além disso, o encontro foi marcado com um povo que estudou junto desde o CA e eu só entrei no colégio na antiga 5° série. Ou seja, tinha gente ali que eu realmente não conhecia.
Mas, apesar de terem ido apenas sete pessoas, a noite foi maravilhosa. Bebemos muito, conversamos, lembramos de vários casos dos tempos do colégio, matamos a saudade... E aí deu aquela vontade de repetir. Nos despedimos prometendo fazer desses encontros uma tradição e decidimos marcar o próximo para duas semanas depois.
Mais e-mails convidando o povo, debates para encontrar o melhor lugar, e o segundo encontro foi confirmado. E dessa vez foram doze pessoas! E foi mais divertido ainda... Mais lembranças, mais fotos, mais conversa, mais pessoas para lembrar e conhecer.
Na despedida, mais promessas de outros encontros e até um churrasco começou a ser cogitado. Acho que a moda pegou mesmo...
É engraçado como a gente pode, às vezes, se sentir tão à vontade no meio de pessoas que mal conhecemos... Como é gostoso reconhecer pessoas, dar uma segunda chance àquelas amizades que não aconteceram sabe-se lá por quê. E, claro, conhecer pessoas novas...
Que esses encontros aconteçam aos montes e cresçam cada vez mais... Que antigas amizades possam ser retomadas e novas amizades possam surgir. Afinal, nada melhor do que colecionar amigos.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Será Que Ele É?
Eu tinha ficado solteira recentemente e fazia muito tempo que não saía. Estava muito empolgada e com aquela vontade de aproveitar a vida de quem ficou “presa” por alguns anos.
O lugar não fazia muito o meu estilo, as pessoas eram um tanto “alternativas” pro meu gosto e eu não estava me divertindo tanto quanto imaginei. Até que, olhando ao redor, bato os olhos num sujeito não menos que lindo. Alto, louro, corpo perfeito, um sorriso de derreter qualquer um...
Durante toda a noite fiquei de olho no cara. Ele parecia ser uma simpatia de pessoa, parecia conhecer bem o lugar, como se trabalhasse ali ou freqüentasse muito. Mas a minha amiga que conhecia aquele lugar, a aniversariante, estava afastada, entretida com os outros convidados, e acabei não conseguindo perguntar sobre ele.
A noite passou, dancei, conversei, comi, bebi, me diverti. E não tirei os olhos do tal cara... Mas absolutamente nada aconteceu. Ele ficou lá, cercado de mulheres, dançando, conversando, rindo.
Eu nunca fui de ficar encarando ninguém... Não levo jeito pra isso e, sinceramente, não me agrada a ideia de ficar com alguém desconhecido. Mas naquele dia estava me sentindo à vontade para olhar... Olhar não tira pedaço, né?
Fim de festa, ligamos para pedir um taxi e ficamos sentadas num banco esperando. A aniversariante finalmente apareceu e sentou pra conversar com a gente. Tive a chance de perguntar se ela conhecia o tal cara e descobri que sim, ela conhecia mais ou menos, já o tinha visto ali algumas vezes.
- Ele é lindo! – eu disse.
- Quem? O fulano? – ela perguntou.
- É, ele é lindo demais... Você podia me apresentar a ele...
- Ah, ele é gay...